Conta Chega ao Povo: Preço do Diesel e Querosene de Aviação Dispara no Brasil

Guerra no exterior serve de pretexto para aumento brutal de combustíveis, enquanto estatal promete autossuficiência apenas para daqui a cinco anos.

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Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
O cidadão brasileiro volta a sentir o amargo peso da inflação nos transportes e no custo de vida diário. Com o mercado global pressionado pelo conflito no Oriente Médio, a Petrobras efetuou mais um reajuste agressivo em seus preços, atingindo frontalmente a principal engrenagem econômica do país.

Nesta semana, o querosene de aviação (QAV) sofreu um aumento estrondoso de 55%, um custo logístico que será inevitavelmente repassado às passagens aéreas. Paralelamente, o óleo diesel S10, combustível vital para o escoamento agrícola e o abastecimento das cidades via transporte rodoviário, já acumula uma elevação de 23% em pouco mais de um mês, com um recente repasse direto de R$ 0,38 nas bombas de todo o território nacional.

Em uma tentativa vaga de apaziguar o mercado e justificar o rombo financeiro no bolso dos trabalhadores, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, alegou que a estatal estuda tornar o Brasil autossuficiente na produção de diesel. O problema é que o prazo estabelecido para essa promessa é de longos cinco anos. Atualmente, o país ainda depende de importar cerca de 30% de todo o diesel que consome.

Mesmo com o governo tentando implementar gambiarras de subsídios estaduais e isenções tributárias temporárias para frear a escalada, a realidade das rodovias e das gôndolas dos supermercados fala mais alto. O trabalhador, o caminhoneiro e o produtor rural ficam, mais uma vez, à mercê da ineficiência estatal, arcando com os custos de uma crise externa agravada pela ausência histórica de planejamento estratégico.
Marcadores: Cotidiano, Consumidor, Economia, Combustíveis, Inflação

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