Farra na Câmara: Diretores recebem até R$ 23 mil em horas extras
Escândalo revela pagamentos que exigiriam jornadas impossíveis de até 25 horas diárias nos fins de semana para cúpula da Casa.
A cúpula administrativa da Câmara dos Deputados está sob forte questionamento após a revelação de pagamentos exorbitantes de horas extras. O diretor-geral Guilherme Barbosa Brandão, indicado pelo presidente Hugo Motta, lidera as cifras com um adicional de quase R$ 23 mil em um único mês. Para justificar tal valor, o servidor precisaria ter trabalhado ininterruptamente aos sábados e domingos por períodos que desafiam a lógica biológica.
O levantamento aponta que cerca de 70 funcionários de alto escalão inflaram seus contracheques com mais de R$ 10 mil apenas sob a rubrica de horas extras. O caso mais gritante é o do advogado-adjunto Daniel Borges de Morais, que acumulou mais de R$ 428 mil nesse adicional desde 2023. Em um único mês, o servidor registrou o recorde de R$ 33,5 mil apenas em extras, valor superior ao seu próprio salário-base de R$ 33,3 mil.
Embora a Câmara alegue que o registro de frequência ocorre via sistema biométrico e que as funções exigem dedicação além das 40 horas semanais, os dados sugerem jornadas fisicamente impossíveis. Os valores, por serem verbas eventuais, ficam fora do abate-teto constitucional, permitindo que a remuneração final ultrapasse o limite imposto ao funcionalismo público sem qualquer fiscalização efetiva.
O levantamento aponta que cerca de 70 funcionários de alto escalão inflaram seus contracheques com mais de R$ 10 mil apenas sob a rubrica de horas extras. O caso mais gritante é o do advogado-adjunto Daniel Borges de Morais, que acumulou mais de R$ 428 mil nesse adicional desde 2023. Em um único mês, o servidor registrou o recorde de R$ 33,5 mil apenas em extras, valor superior ao seu próprio salário-base de R$ 33,3 mil.
Embora a Câmara alegue que o registro de frequência ocorre via sistema biométrico e que as funções exigem dedicação além das 40 horas semanais, os dados sugerem jornadas fisicamente impossíveis. Os valores, por serem verbas eventuais, ficam fora do abate-teto constitucional, permitindo que a remuneração final ultrapasse o limite imposto ao funcionalismo público sem qualquer fiscalização efetiva.
Marcadores: Política, Brasil, Finanças, Câmara dos Deputados
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