Intervenção no FGTS: Governo federal planeja reter saldo para quitar dívidas bancárias

Proposta da Fazenda autoriza saque de apenas 20% do fundo, gerando debates sobre o controle estatal do patrimônio do trabalhador.

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Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
O Ministério da Fazenda, sob a gestão de Fernando Haddad, estuda uma nova medida que pode restringir o acesso dos trabalhadores ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o secretário-executivo Dario Durigan, a gestão petista planeja autorizar o saque de até 20% do saldo total apenas para o abatimento de dívidas bancárias e renegociações financeiras.

A medida foca em cidadãos que recebem até cinco salários mínimos e promete descontos que podem chegar a 90% no valor dos débitos. Contudo, a proposta tem gerado ceticismo entre analistas econômicos e setores da oposição, que veem na iniciativa uma forma de o governo intervir no patrimônio privado do trabalhador para socorrer instituições financeiras, em detrimento da reserva de longo prazo e do direito de livre escolha do cidadão.

Discussões paralelas indicam que o acesso total ao fundo poderia ser condicionado à quitação completa de dívidas, o que limitaria ainda mais a autonomia do trabalhador sobre seus próprios recursos. O governo alega que o objetivo é reduzir o superendividamento das famílias brasileiras, mas a forma como os recursos serão geridos levanta sérios debates sobre a segurança jurídica dos depósitos no fundo e a liberdade individual do trabalhador.
Marcadores: Brasil, Economia, Política, FGTS, Bancos

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