MPF e STF Pressionam Polícias do Rio Após Operação Que Asfixiou o Comando Vermelho

Em mais um cerco às forças de segurança, Moraes exige entrega de imagens corporais enquanto o MPF tenta blindar criminosos mortos em confronto.

A asfixia jurídica contra as forças de segurança que ousam combater o narcotráfico ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (02). O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro acionou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para exigir acesso aos laudos necroscópicos de 118 mortos ligados à facção Comando Vermelho (CV). Os óbitos ocorreram durante a chamada Operação Contenção, uma das mais incisivas e necessárias ações da Polícia Militar e Civil para retomar territórios dominados pelo crime organizado.

Enquanto a população carioca aplaude a retirada de criminosos de alta periculosidade das ruas, o MPF alega uma suposta violação de "padrões internacionais de proteção", caracterizando a firme atuação policial como "revitimização". O governador e as secretarias de segurança, que até o momento blindaram as informações táticas para preservar as investigações, agora enfrentam o peso da Suprema Corte, que historicamente tem imposto travas à atividade policial através da ADPF 635 – a conhecida "ADPF das Favelas".

No mês passado, Moraes já havia determinado que o governo do Rio de Janeiro entregasse à Polícia Federal as imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos na operação. A medida escancara uma inversão de valores, na qual os verdadeiros réus passam a ser os policiais que arriscam suas vidas diuturnamente. Para analistas e agentes de segurança pública, o cerco contínuo do STF enfraquece a soberania dos estados na guerra urbana contra o tráfico, enviando uma clara mensagem de garantismo que fortalece as engrenagens do narcotráfico.
Marcadores: Política, Justiça, Polícia, Violência, STF, Rio de Janeiro, Comando Vermelho

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