Candidatos ao governo de MG divergem sobre isenções fiscais em debate
Cleitinho e Gabriel Azevedo defendem fim dos benefícios, enquanto Roscoe alerta para fuga de empresas e Kalil critica falta de transparência.
As isenções fiscais concedidas a empresas em Minas Gerais se tornaram um dos principais pontos de divergência econômica no debate da Band ao governo do estado, realizado neste domingo (16). Os candidatos Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Gabriel Azevedo (MDB) defenderam a revisão dos benefícios, enquanto Alexandre Kalil (PDT) criticou o volume das renúncias e a falta de transparência. Flávio Roscoe (PL) foi o único a fazer uma defesa enfática dos incentivos.
O senador Cleitinho Azevedo relacionou o tema diretamente à dívida do estado, afirmando que Minas precisa recuperar receitas antes de assumir novos compromissos. Ele defendeu o fim das isenções, maior fiscalização sobre sonegação e corte de despesas.
“Sobre as isenções fiscais, precisamos acabar com isso. Se estamos devendo, não podemos deixar de arrecadar nada.”
Gabriel Azevedo adotou posição semelhante, defendendo a revisão dos subsídios empresariais e cobrando mais transparência sobre os beneficiários. Ele questionou a diferença de tratamento entre grandes companhias e pequenos contribuintes, destacando que bilhões de reais deixam de ser arrecadados.
Alexandre Kalil também criticou as isenções, associando a manutenção dos benefícios à situação fiscal do estado e chamando a conta de “alarmante”. O candidato do PDT apontou a falta de transparência sobre as empresas beneficiadas como o problema mais grave e alertou para um possível aumento do desequilíbrio das contas nos próximos anos.
“Em cinco anos, se nós continuarmos dando isenção fiscal, o rombo vai ser muito grande.”
Em contrapartida, Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), contestou as propostas de redução. Segundo ele, atacar os incentivos fiscais sem conhecimento pode levar empresas a transferirem suas atividades para outros estados. Roscoe defendeu que a reforma tributária já prevê o fim gradual desses benefícios e que a estratégia deve focar em crescimento econômico e aumento da produtividade para elevar a arrecadação estadual.
“Falar no fim das isenções fiscais para empresas é deixar que elas migrem para outros estados.”
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