João Palhano: O nome que a Zona Norte de Porto Alegre aprendeu a repetir
Há oito anos nas ruas, Palhano constrói capital político que hoje o coloca como uma das apostas da direita gaúcha para 2028
Porto Alegre tem uma geografia política que raramente aparece nos noticiários: a da Zona Norte, onde as demandas se acumulam longe dos holofotes do Centro Histórico e da Zona Sul. É nesse território que João Palhano constrói, há oito anos, uma trajetória de militância que hoje ultrapassa os limites do bairro e ganha corpo estadual.
Palhano não é um nome recente no debate público gaúcho. Sua atuação começou no chão — em reuniões de bairro, em pautas concretas da Zona Norte — e se consolidou como voz firme e sem meias-palavras contra o que classifica como excessos institucionais. As críticas ao ministro Alexandre de Moraes, ao governador Eduardo Leite e ao presidente Lula são recorrentes em sua atuação, marcando um posicionamento que não busca meio-termo.
Território, presença e uma banda que virou movimento
Um dos elementos que diferencia Palhano de outros militantes é a combinação entre discurso e presença física. Ele é integrante ativo do La Banda Loka Liberal, coletivo que transformou pautas conservadoras em mobilização de rua com identidade própria — menos formal que os partidos tradicionais, mais conectado ao dia a dia de quem vive fora dos gabinetes.
Essa presença constante na Zona Norte não é acessório: é a espinha dorsal de sua construção política. Enquanto parte da direita institucional discute agenda em Brasília, Palhano aposta na proximidade — porta a porta, demanda a demanda — como forma de legitimidade.
A articulação ao lado de Rony Gabriel
Nos bastidores da política porto-alegrense, Palhano ocupa um papel estratégico: é apontado como braço direito de Rony Gabriel na capital gaúcha, atuando diretamente na costura política e na organização do projeto que o deputado vem construindo na cidade. Essa proximidade coloca Palhano no centro de decisões que vão além da militância de base, aproximando-o do núcleo de articulação partidária.
Bolsonarismo raiz
A trajetória de Palhano também carrega marcas do bolsonarismo mais identitário. Ele já teve publicações suas repercutidas diretamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e mantém proximidade com nomes como Allan dos Santos, figura central nos setores mais à direita do espectro conservador. Essa conexão reforça sua imagem como representante de uma ala que não dilui discurso nem estratégia.
Uma liderança em construção para 2028
Se os últimos oito anos foram de construção silenciosa — bairro por bairro, mobilização por mobilização —, o horizonte que se desenha é outro. Palhano reúne hoje três ativos difíceis de combinar na política: experiência de militância, capilaridade nas ruas e articulação com lideranças estaduais e nacionais. É essa combinação que alimenta a leitura de que ele desponta como uma das novas lideranças da direita em Porto Alegre, com 2028 no horizonte.
Matéria: Dimithri Vargas
Imagens: Divulgação







