Mãe de Samylle, menina morta em Porto Alegre, depõe e detalha mudanças na guarda
Em depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (19), a mulher esclareceu a sequência de transferências da guarda da criança de 4 anos, encontrada morta no domingo (16).
A mãe de Samylle, menina de 4 anos encontrada morta com sinais de violência em Porto Alegre, prestou depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (19). A mulher, ouvida como testemunha, detalhou à delegada Alice Fernandes a complexa sequência de mudanças na guarda da criança, que faleceu no domingo (16) após ser levada sem vida à UPA Bom Jesus.
De acordo com o relato da mãe, a guarda de Samylle foi transferida temporariamente para os avós em abril de 2025, permanecendo com eles até outubro do mesmo ano, quando retornou aos cuidados da mãe. Em abril de 2026, após iniciar um novo relacionamento, a mãe passou a morar com o companheiro e levou as duas filhas.
Entre o fim de junho e o início de julho de 2026, com o término do relacionamento e sem ter onde morar com as crianças, a mãe precisou deixá-las com outras pessoas. A filha mais velha voltou a morar com o pai, enquanto Samylle ficou inicialmente com uma amiga da mãe e, posteriormente, com uma tia. A mãe afirmou que não teve mais contato presencial ou por videochamada com a filha após ela ir morar com a tia, recebendo notícias por terceiros. Ela disse que nunca teve desconfianças em relação à irmã e ao companheiro dela, e a única lesão de que tinha conhecimento era um machucado no rosto da menina, atribuído a uma queda durante brincadeiras, segundo familiares.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias da morte da criança.
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