Apple perde espaço em recomendações de ações globais para setembro

Pressão nos custos de memória e foco em infraestrutura de data centers alteram preferências do mercado financeiro.

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Imagem: Reprodução - InfoMoney

A Apple deixou o ranking das ações internacionais mais recomendadas para setembro, em meio a uma reconfiguração das carteiras de investimento diante da alta nos custos de memória, componente essencial para a produção de dispositivos como o iPhone. A mudança reflete uma migração dos analistas para empresas que fornecem a infraestrutura necessária à expansão de data centers e inteligência artificial.

Segundo levantamento realizado com instituições como BTG Pactual, Itaú BBA, XP e Santander, a Micron (MUTC34) assumiu a liderança das recomendações, com seis indicações. A tese central é a suboferta de memória de alta largura de banda (HBM), que impulsiona a rentabilidade da companhia. Na sequência, aparecem Alphabet (GOGL34) e Amazon (AMZO34), ambas com cinco recomendações, sustentadas pelo forte desempenho de suas divisões de nuvem.

A Exxon Mobil (EXXO34), única do setor de energia na lista, entrou nas recomendações deste mês, enquanto Microsoft (MSFT34) e Nvidia (NVDC34) completam o grupo das seis mais citadas. A Nvidia, em particular, mantém dominância de cerca de 80% no mercado de GPUs para data centers, com projeção de expansão de 70% na receita para o próximo ano fiscal.

“A receita da AWS avançou 36,8% no segundo trimestre, com margem operacional acima de 39%, consolidando-se como o principal vetor de crescimento da Amazon.”

O movimento ocorre em um cenário de incertezas macroeconômicas nos Estados Unidos, onde o mercado discute a possibilidade de novos aumentos na taxa de juros após o relatório de emprego divulgado na última sexta-feira (4). O índice de BDRs, que teve alta de 6,04% em agosto, segue monitorando de perto a pressão sobre as margens das empresas de tecnologia.

Marcadores: Apple, Mercado Financeiro, Tecnologia, Ações, Economia

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