Trump diz que EUA e Cuba chegarão a um acordo e descarta intervenção militar
Presidente americano afirmou que objetivo é ajudar a ilha e abrir o país, apesar da escalada de pressão diplomática e econômica.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (26) que Washington e Havana devem chegar a um acordo diplomático. Em conversa com jornalistas na Casa Branca, antes de uma viagem ao Tennessee, o mandatário descartou a necessidade de uma intervenção militar na ilha caribenha.
“Eu diria que Cuba e nós chegaremos a um acordo. Não acho que precisaremos das forças armadas. Queremos ajudar Cuba e queremos abrir Cuba para o nosso povo.”
A declaração ocorre em um momento de alta tensão entre os dois países. Desde o início de 2026, os EUA mantêm um bloqueio de petróleo contra Cuba, agravando a crise energética e os apagões no país. A pressão americana por uma mudança de regime em Havana intensificou-se após a operação militar que depôs o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro.
Na última terça-feira (22), durante a Assembleia Geral da ONU, Trump classificou Cuba como um "Estado falido", provocando a saída da delegação cubana do plenário. Em resposta, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que o país permanece aberto ao diálogo e a relações comerciais com empresas americanas, ao mesmo tempo em que condenou o embargo imposto há mais de 60 anos. O chanceler russo, Sergey Lavrov, também se manifestou, pedindo o fim das restrições comerciais contra a ilha.
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