Ibovespa recua 0,82% após tombo de 13,88% com reeleição de Lula e atenção a fiscal
Mercado digere perdas de R$ 734 bilhões e ministro Durigan reforça necessidade de sinalização fiscal ao novo governo
A bolsa paulista operava em queda nesta terça-feira, após o Ibovespa recuar 0,82% a 175.156,77 pontos por volta das 11h10, em sessão volátil marcada pelo desdobramento da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O volume financeiro somava R$21,57 bilhões, enquanto o indécie havia atingido 178.526,08 pontos na máxima do dia. A sessão sucedia uma forte reprecificação na segunda-feira, quando o Ibovespa caiu 13,88%, maior queda desde 2020, acionando o circuit breaker no pregão.
De acordo com levantamento da Elos Ayta, o valor de mercado consolidado das empresas listadas na B3 recuou R$734 bilhões na segunda-feira, cifra que consumiu 75,5% da valorização acumulada pela bolsa brasileira em 2026 até a sexta-feira anterior. Para Thiago Pedroso, responsável pela área de renda variável da Criteria, parte da queda refletiu desmonte acelerado de posições em razão do resultado eleitoral surpreender o mercado, e não necessariamente uma deterioração dos fundamentos econômicos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan reafirmou ao presidente Lula a necessidade de dar uma sinalização propositiva ao mercado, afirmando que o governo jà tem medidas prontas para apresentação, incluindo a que permite a busca do centro da meta fiscal.
"A trajetória da dívida pública, a rigidez das despesas obrigatórias e a necessidade de resultados primários mais consistentes continuarão limitando o espaço para a redução sustentãvel dos juros."
No mercado de aues, a VALE ON (VALE3) recuava 1,55% em meio à queda dos futuros do mínio de ferro na China, enquanto a PETROBRAS PN (PETR4) caía 1,21% com a fraqueza do petróleo no exterior, cotado o Brent a US$114,32. O Goldman Sachs projeta que a Petrobras manterá preços do diesel inalterados até o fim do após prorrogação de subsídios por mais 30 dias. O Banco do Brasil ON (BBAS3) operava em alta de 0,92%, experimentando trégua após fechar com tombo de mais de 29% na véspera, e o Bradesco PN (BBDC4) recuava 0,75%, assim como o Itaú Unibanco PN (ITUB4) com -0,98% e o BTG Pactual Unit (BPAC11) com -2,23%, após o Citi rebaixar as aues do Banco do Brasil para venda e do Bradesco para neutra, mantendo Itaú e BTG Pactual com recomendação de compra. O B3 ON (B3SA3) avançava 1,66% em sessão de ajustes, após ter afundado 36,28% na véspera, e a XP (XP) subia 1,6% em Nova York após desabar mais de 48% na segunda-feira.
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