Sete senadores aumentam votação, mas não garantem reeleição ao Senado
Dos 32 parlamentares que tentaram renovar o mandato, apenas 14 obtiveram sucesso; 11 eleitos em 2018 perderam votos e não retornam.
Nas eleições do último domingo (4), o Senado Federal registrou uma renovação significativa. Dos 32 senadores que buscaram a reeleição, apenas 14 conseguiram manter seus cargos, o que representa 43,8% do total. Entre os derrotados, sete parlamentares tiveram um desempenho eleitoral superior ao de 2018, mas ainda assim não alcançaram a votação necessária para permanecer na Casa.
Os senadores Carlos Fávaro (PSD-MT), Carlos Viana (PSD-MG), Ciro Nogueira (PP-PI), Esperidião Amin (PP-SC), Leila Barros (PDT-DF), Renan Calheiros (MDB-AL) e Zequinha Marinho (Podemos-PA) somaram, juntos, 910.967 votos a mais do que na disputa anterior. O maior crescimento individual foi registrado por Zequinha Marinho, com 514.697 votos adicionais. Em contrapartida, outros 11 senadores eleitos em 2018 tiveram queda de rendimento e não foram reconduzidos, com destaque para a perda de 80,6% dos votos de Marcos do Val (Avante-ES).
“Renan Calheiros foi derrotado em Alagoas por Arthur Lira (PP-AL) e Marina JHC (PSDB-AL), ficando 195,8 mil votos atrás do vencedor, quase o dobro dos votos que ganhou nesta eleição.”
O cenário das derrotas foi heterogêneo, sem concentração em uma única corrente política. Enquanto em estados como Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso e Santa Catarina os senadores foram superados por nomes de centro-direita, em Minas Gerais, Pará e Piauí a preferência do eleitorado recaiu sobre candidatos de centro-esquerda. Entre os que garantiram a reeleição, 11 ampliaram sua votação em relação ao pleito anterior, com Eduardo Braga (MDB-AM) apresentando o desempenho mais expressivo ao mais que dobrar sua marca.
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