Paraná e Santa Catarina lideram recuo no preço do etanol e gasolina no Brasil.

Com o movimento de baixa nos valores em todo o Brasil, a Região Sul apresenta os valores mais vantajosos para a gasolina.


Mesmo com o impacto da pandemia causada pelo novo coronavírus em vários setores da economia, o preço dos combustíveis se apresentou estável no mês de março na Região Sul, revela o último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), mas com forte tendência de recuo neste mês de abril. Em março, com a queda nas ações da bolsa e os anúncios de redução do valor no repasse às refinarias, os postos do Sul registram um recuo médio de 1,9% para a gasolina, enquanto o etanol apresentou estabilidade, com leve avanço de 0,1%, em relação aos valores praticados em fevereiro. As primeiras análises de abril também apontam para um movimento de baixa no preço dos combustíveis na Região, como o recuo de 23,3% no etanol, e de 5,3% para a gasolina.

O Estado com o preço mais em conta da gasolina é o Paraná, que apresentou em março uma redução de 6,3%, com o litro vendido a R$ 4,138, no último dia do mês, o menor valor registrado em todo o território nacional. Em relação ao etanol, o Estado também se destaca com o preço mais vantajoso, comercializado a R$ 3,225, e o mais caro no Rio Grande do Sul, comercializado a R$ 4,312, mesmo com recuo de 4,6% nas bombas.

Já na Região Sudeste, o preço dos combustíveis tem se apresentado em se apresentado seguro e com recuos leves. Em março, os postos do Sudeste registraram um recuo médio de 1,7% para a gasolina e inferior a 0,7% para o etanol, em relação aos valores praticados em fevereiro. As primeiras análises de abril também apontam para um movimento de baixa no preço dos combustíveis na Região, como o recuo de 21,6% no etanol, e de 5,8% para a gasolina.

Vale destacar as reduções ocorridas em março no Rio de Janeiro, que se beneficiou com a queda da Petrobrás e passou a comercializar a gasolina a R$ 4,891, ante os R$ 5,049 da primeira semana do mês passado. Ainda assim, é o valor mais caro apresentado em toda a Região. Em São Paulo foi registrado o maior recuo para a gasolina, que foi de 5,7%. O Estado também lidera a maior baixa do etanol (5,8%) seguido de Minas Gerais, com recuo de 5,3%. No Espírito Santo o destaque é para o recuo de 2,9% para a gasolina e de 1,6% para o etanol.

"Desde o início de março o preço dos combustíveis recua com baixas variações em todo o País, e  tanto no Sul, quanto no Sudeste, não foi diferente, o que acaba por não impactar na percepção do consumidor. Em nossa última análise, de acordo com os pontos de evolução, podemos afirmar que o combustível vai continuar em baixa, mas em ritmo lento. Para as primeiras semanas de abril, não devemos ter variações significativas, e a baixa não deve ultrapassar a casa dos 6%, em um cenário que deve acontecer em até duas semanas", analisa o Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil, Douglas Pina.

No contexto nacional, o etanol registrou baixa de 2,6% logo após a primeira queda das ações da bolsa e do preço do petróleo, e fechou o mês com recuo de 1,9%, com o litro vendido à média de R$ 3,68 no último dia 30 de março. Já a gasolina, no ápice da primeira queda da bolsa recuou 3,3%, e fechou no último dia do mês com recuo de 3,5%, com o litro a R$ 4,509. O diesel, fechou o último mês com baixa de 4,6%, com o litro comercializado a R$ 3,660, ante os R$ 3,836 registrados nas bombas no dia 3 de março.

O IPTL é um índice mensal de preços de combustíveis levantados com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo.


Matéria: RPMA e Ouni
Imagem: Vinicius Moreira Rodrigues (Panoramio)
 

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