Economista Eduardo Giannetti Declara Crise da Hiperglobalização em Meio a Conflitos e Mudanças Climáticas
Rotas comerciais instáveis e guerra tarifária dos EUA indicam o fim de uma era econômica, segundo Giannetti. O Brasil pode se beneficiar.
O renomado economista Eduardo Giannetti avalia que a hiperglobalização, modelo econômico que dominou as últimas décadas, está em seu ponto de inflexão. Em entrevista à TV Brasil, Giannetti apontou a desestabilização de rotas comerciais estratégicas, como o Estreito de Ormuz, e a intensificação das guerras tarifárias pelos Estados Unidos como sinais inequívocos do declínio de uma ordem econômica que chega ao fim.
Giannetti destacou que a busca por diversificação e segurança na produção global, longe da lógica de eficiência e concentração em poucos fornecedores, marca a nova realidade. A pandemia de Covid-19 e a crise financeira de 2008 são citadas como catalisadores dessa mudança, que também se manifesta na crescente financeirização da economia global.
Para o Brasil, o economista enxerga uma oportunidade histórica. Diante da nova demanda mundial por segurança e diversificação de recursos, o país, com sua vasta dotação de recursos naturais, ambientais e energéticos, pode se reposicionar como um player fundamental. A capacidade de industrializar esses ativos, em vez de exportar apenas matérias-primas in natura, será crucial para o sucesso da nação.
Além das transformações econômicas, Giannetti alertou para a “crise civilizatória” impulsionada pelas mudanças climáticas. Ele as descreveu como a maior ameaça do século 21 e criticou o negacionismo, defendendo que a ação preventiva é menos custosa do que a inevitável reação a um cenário de agravamento extremo.
Giannetti destacou que a busca por diversificação e segurança na produção global, longe da lógica de eficiência e concentração em poucos fornecedores, marca a nova realidade. A pandemia de Covid-19 e a crise financeira de 2008 são citadas como catalisadores dessa mudança, que também se manifesta na crescente financeirização da economia global.
Para o Brasil, o economista enxerga uma oportunidade histórica. Diante da nova demanda mundial por segurança e diversificação de recursos, o país, com sua vasta dotação de recursos naturais, ambientais e energéticos, pode se reposicionar como um player fundamental. A capacidade de industrializar esses ativos, em vez de exportar apenas matérias-primas in natura, será crucial para o sucesso da nação.
Além das transformações econômicas, Giannetti alertou para a “crise civilizatória” impulsionada pelas mudanças climáticas. Ele as descreveu como a maior ameaça do século 21 e criticou o negacionismo, defendendo que a ação preventiva é menos custosa do que a inevitável reação a um cenário de agravamento extremo.
Marcadores: Economia, Mundo, Globalização, Geopolítica, Crise Econômica
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