Estudo da Fiocruz Alerta: Dengue Aumenta em 30 Vezes o Risco de Paralisia Neurológica
Pesquisa inédita revela conexão direta entre o vírus e a Síndrome de Guillain-Barré, exigindo novos protocolos de saúde.
Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Bahia e pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres revela um dado alarmante sobre as sequelas da dengue. Segundo o estudo, pacientes infectados pelo vírus apresentam um risco 17 vezes maior de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) nas seis semanas seguintes. O perigo é ainda mais crítico nas duas primeiras semanas após os sintomas, quando a chance de paralisia neurológica sobe para 30 vezes.
A Síndrome de Guillain-Barré é uma condição rara, porém grave, em que o sistema imunológico ataca os próprios nervos do corpo, podendo causar fraqueza muscular severa e insuficiência respiratória. Os pesquisadores analisaram dados do SUS de 2023 e 2024, identificando que surtos epidêmicos de dengue no Brasil estão diretamente ligados ao aumento de internações em UTIs por complicações neurológicas. Em 2024, o Brasil ultrapassou a marca de 6 milhões de casos prováveis da doença.
Diante da gravidade dos achados, os especialistas recomendam que o sistema de saúde brasileiro incorpore a SGB como uma complicação pós-dengue nos protocolos oficiais de monitoramento. O diagnóstico precoce e o tratamento com imunoglobulina são fundamentais para evitar sequelas permanentes. Sem um tratamento antiviral específico para o vírus, a prevenção através da vacinação e o extermínio do mosquito Aedes aegypti seguem como as únicas barreiras eficazes contra a epidemia.
A Síndrome de Guillain-Barré é uma condição rara, porém grave, em que o sistema imunológico ataca os próprios nervos do corpo, podendo causar fraqueza muscular severa e insuficiência respiratória. Os pesquisadores analisaram dados do SUS de 2023 e 2024, identificando que surtos epidêmicos de dengue no Brasil estão diretamente ligados ao aumento de internações em UTIs por complicações neurológicas. Em 2024, o Brasil ultrapassou a marca de 6 milhões de casos prováveis da doença.
Diante da gravidade dos achados, os especialistas recomendam que o sistema de saúde brasileiro incorpore a SGB como uma complicação pós-dengue nos protocolos oficiais de monitoramento. O diagnóstico precoce e o tratamento com imunoglobulina são fundamentais para evitar sequelas permanentes. Sem um tratamento antiviral específico para o vírus, a prevenção através da vacinação e o extermínio do mosquito Aedes aegypti seguem como as únicas barreiras eficazes contra a epidemia.
Marcadores: Saúde, Dengue, Medicina, Fiocruz, Brasil
Saiba mais em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/estudo-alerta-para-relacao-da-dengue-com-sindrome-de-guillain-barre
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