Geely questiona peso excessivo de carros elétricos e defende metanol como combustível do futuro

Fundador da montadora chinesa alerta que baterias dobram o peso dos veículos, prejudicando a sustentabilidade e a infraestrutura viária.

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Foto: Pixabay / Pexels
O fundador da Geely, Li Shufu, lançou uma crítica contundente à atual dependência exclusiva da indústria automotiva em relação aos veículos elétricos a bateria. Durante pronunciamento neste domingo (12), o executivo destacou o "peso escondido" desses modelos, afirmando que o conjunto de baterias pode fazer com que um carro pese o dobro de um similar a combustão, o que gera impactos negativos na eficiência energética e no desgaste das vias públicas.

Como alternativa para uma transição energética mais equilibrada, Shufu defendeu o uso do metanol líquido. Segundo o empresário, essa matriz energética oferece uma densidade superior às baterias atuais e permite o reaproveitamento da infraestrutura de postos de combustível já existente, evitando a necessidade de mineração em larga escala para componentes elétricos pesados.

A posição da Geely marca um movimento importante no cenário global, sugerindo que o futuro da mobilidade pode não ser puramente elétrico. A montadora chinesa aposta na diversidade de combustíveis sustentáveis para garantir a competitividade e a soberania industrial, desafiando o consenso de que as baterias são a única solução para a descarbonização.
Marcadores: Carros, Tecnologia, Sustentabilidade, Inovação, Indústria

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