Ministério Público de São Paulo Abre Inquérito sobre Descarte de Livros em Biblioteca Pública de Osasco

Cerca de 40 mil livros foram descartados em caçamba de lixo, gerando indignação entre moradores e professores

Imagem da notícia
Reprodução/TV Globo
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu um inquérito para investigar o possível descarte irregular de parte do acervo da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Osasco, na Grande São Paulo. A apuração foi instaurada após a divulgação de imagens que mostram livros sendo jogados em caçambas de lixo.

Segundo o MP-SP, o objetivo é verificar se houve lesão ao patrimônio público e cultural, além de eventual perda irreparável de documentos históricos e obras de valor coletivo. A Promotoria também apura possível dano moral à sociedade. O caso ganhou repercussão após a divulgação de denúncia de milhares de exemplares descartados, o que gerou indignação entre moradores, professores e coletivos da cidade.

A atual gestão da prefeitura alegou que o material, com mais de 39 mil livros, foi jogado no lixo por estar contaminado com fungos e mofo. Além dos livros, documentos históricos também teriam sido descartados. No entanto, o prefeito de Osasco, Gerson Pessoa, reconheceu um erro no modo como os livros foram transportados e determinou a abertura de uma sindicância para apurar responsabilidades.

A Promotoria requisitou à Prefeitura de Osasco acesso a qualquer procedimento administrativo que tenha embasado o descarte do acervo, cópias de laudos técnicos, pareceres sanitários e avaliações microbiológicas, relatórios biblioteconômicos e estudos de conservação das obras, além da identificação dos responsáveis pela decisão e execução do descarte. O objetivo é verificar se houve justificativa técnica adequada para a eliminação dos livros.

A investigação também busca esclarecer se houve desmobilização irregular do acervo e se os bens culturais foram descartados sem seguir normas técnicas. O prefeito de Osasco afirmou que a gestão contratou uma empresa especializada para avaliar livro a livro e verificar as condições do acervo, com a intenção de restaurar os exemplares sempre que possível e que eventuais descartes só ocorrerão seguindo trâmites legais.

A Biblioteca Monteiro Lobato está fechada desde 2020, sob a justificativa de reforma. Em abril deste ano, surgiram as primeiras denúncias de que parte do acervo teria sido descartada. Imagens exibidas pela TV Globo mostram pilhas de livros em caçambas de entulho, o que levantou dúvidas sobre o destino do material e a forma como o descarte foi feito. Moradores e frequentadores questionam a decisão, com relatos de que obras em bom estado também teriam sido jogadas fora, além de documentos históricos.
Marcadores: Política, Justiça, Educação, Cultura, Meio Ambiente

Aviso: Este conteúdo foi gerado com auxílio de inteligência artificial de forma automatizada e eventualmente poderá apresentar algum tipo de inconsistência ou erro.

Trata-se de uma programação experimental de Inteligência Artificial que gera conteúdo através de fontes livres e fidedignas, mas eventualmente falhas poderão ocorrer. Caso o conteúdo encontrado contenha material autoral não autorizado ou de uso comercial na republicação, nos sinalize para a remoção.

Encontrou um erro ou material não autorizado? Informe-nos aqui.

As matérias apresentadas abaixo são fornecidas por DINO - Divulgador de Notícias.