Setor de proteína animal em alerta: Guerra no Irã faz frete de exportação saltar 150%

Custo de contêineres refrigerados disparou de US$ 2,8 mil para US$ 7 mil em apenas um mês devido ao conflito.

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Foto: Pexels
A escalada militar entre Israel, Estados Unidos e Irã está gerando impactos severos e imediatos no agronegócio brasileiro. Segundo dados de mercado revelados nesta segunda-feira (13), o custo do frete para a exportação de carne bovina e de frango mais que dobrou em decorrência dos riscos no transporte marítimo internacional. Contêineres que custavam US$ 2,8 mil agora não saem por menos de US$ 7 mil.

A insegurança em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, forçou armadores a reajustarem taxas de seguro e a buscarem caminhos alternativos, mais longos e caros. O aumento de 150% no frete pressiona as margens dos produtores brasileiros e ameaça a competitividade do país em mercados fundamentais do Oriente Médio e da Ásia.

A situação é agravada pela intensidade da guerra. Relatórios indicam que mais de 24 mil ataques foram realizados contra alvos iranianos nas últimas semanas, destruindo infraestruturas logísticas e de defesa. A trégua parcial de 14 dias atualmente em vigor ainda não foi suficiente para normalizar as cadeias de suprimento, e o mercado projeta que os preços dos combustíveis e fretes continuarão elevados no curto prazo.

Especialistas alertam que esse choque de custos pode ser repassado para o consumidor final, além de afetar o balanço comercial das gigantes do setor de proteína animal. O governo e entidades do agronegócio monitoram a situação, buscando alternativas para mitigar o impacto logístico que já é considerado um dos maiores desafios econômicos de 2026.
Marcadores: Economia, Agro, Exportação, Guerra, Irã

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