Três brasileiras da Flotilha Global Sumud são detidas por Israel

Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens, foram detidas em águas internacionais e transportadas para a Palestina ocupada

Nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, três brasileiras que integravam a Flotilha Global Sumud (GSF) foram detidas por forças israelenses. Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), estavam em alto-mar quando foram interceptadas e agora são levadas à Palestina ocupada.

De acordo com o movimento, os navios foram interceptados em águas internacionais, área fora do domínio de Israel. Essa ação é semelhante a missões anteriores de ajuda à população que vive em Gaza, onde os navios também foram interceptados em águas internacionais. O movimento afirma que 9 mil pessoas já foram presas injustamente, o que configura um quadro de terror, caracterizado pela violência de Estado.

A GSF destacou a gravidade da situação em nota, expressando sérias e imediatas preocupações com a segurança física e o bem-estar de todos os detidos ilegalmente. A nota menciona depoimentos sobre o sequestro ilegal de participantes da GSF em águas internacionais, que detalham padrões de tortura, abuso físico grave e violência sexual invasiva perpetrados pelas forças de ocupação israelenses.

Nesta segunda-feira, o Itamaraty publicou uma mensagem conjunta com os governos de Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia, classificando como catastrófico o sofrimento dos palestinos e de arbitrária a detenção dos ativistas. Os representantes dos nove países reclamaram a liberação dos detidos e reiteraram a importância da obediência a termos convencionados mundialmente, por meio do direito internacional e internacional humanitário.

Além disso, a Irlanda também teve uma cidadã detida ilegalmente, Margaret Connolly, irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connelly. O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda disse que iria se envolver no caso, exigindo a soltura imediata e assegurando suporte aos cidadãos irlandeses implicados.

A situação é grave e requer a atenção da comunidade internacional. A detenção de ativistas que buscam ajudar a população de Gaza é um exemplo de como o direito internacional está sendo desrespeitado. É fundamental que os países tomem medidas concretas para garantir a proteção de civis e de missões humanitárias e adotem medidas para pôr fim à impunidade e assegurar responsabilização por essas violações.
Marcadores: Mundo, Política, Justiça, Direitos Humanos, Conflito Israel-Palestina

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