Crise migratória em Ceuta: Espanha e Itália divergem sobre soluções

Reunião da UE discute crise migratória em Ceuta e propostas para lidar com imigrantes ilegais

Imagem da notícia
REUTERS
A crise migratória em Ceuta continua a ser um tema de debate na União Europeia. Nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, os ministros do Interior dos países-membros do bloco se reuniram para discutir as consequências do incidente e novas medidas para reforçar as fronteiras externas do bloco.

Durante a reunião, o ministro espanhol Fernando Grande-Marlaska se opôs a uma proposta apresentada pela Itália, que sugeria usar recursos da UE para financiar centros de deportação em países terceiros para onde imigrantes ilegais poderiam ser levados. Grande-Marlaska também atualizou para 72 mil o número de africanos que entraram ilegalmente em Ceuta, e acrescentou que 70 mil já foram devolvidos ao Marrocos. O incidente deixou 75 mortos, a maioria deles afogados no mar Mediterrâneo.

O comissário da UE responsável pelos assuntos internos e migração, Magnus Brunner, afirmou que os representantes dos países manifestaram total solidariedade à Espanha durante a reunião. Brunner disse também que a reunião foi importante para confirmar que nenhum dos africanos que entraram em Ceuta chegaram à Europa continental e que o incidente no exclave espanhol foi incitado por redes de tráfico humano e campanhas de desinformação nas redes sociais.

A crise migratória em Ceuta também abriu uma disputa política dentro da própria União Europeia. A Itália suspendeu por um mês a livre circulação com a Espanha no Espaço Schengen, retomando controles em viagens aéreas e marítimas entre os dois países. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou a medida e acusou governos europeus de reagirem de forma egoísta e polarizadora.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tentou reduzir as tensões ao agradecer à Espanha pela atuação na crise e afirmar que Madri agiu de forma eficiente para impedir o deslocamento dos migrantes para a Europa continental. Ela também defendeu que o bloco faça mais para reforçar pontos críticos de suas fronteiras externas, com maior vigilância, barreiras físicas e apoio da Frontex.
Marcadores: Mundo, Política, Imigração

Aviso: Este conteúdo foi gerado com auxílio de inteligência artificial de forma automatizada e eventualmente poderá apresentar algum tipo de inconsistência ou erro.

Trata-se de uma programação experimental de Inteligência Artificial que gera conteúdo através de fontes livres e fidedignas, mas eventualmente falhas poderão ocorrer. Caso o conteúdo encontrado contenha material autoral não autorizado ou de uso comercial na republicação, nos sinalize para a remoção.

Encontrou um erro ou material não autorizado? Informe-nos aqui.

As matérias apresentadas abaixo são fornecidas por DINO - Divulgador de Notícias.