Ministro israelense defende morte de 30 a 40 pessoas por noite em Gaza
Itamar Ben‑Gvir, da coalizão de Netanyahu, propõe execuções noturnas e a saída em massa de palestinos, enquanto Israel debate cessar-fogo.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben‑Gvir, afirmou em um podcast no domingo (17) que o país deveria realizar execuções seletivas na Faixa de Gaza, eliminando **30 a 40 pessoas todas as noites. A declaração, feita em entrevista ao podcast do ex‑refém do Hamas Rom Braslavski, foi divulgada por veículos palestinos e ocorre em meio à redução dos ataques israelenses no território.
“Não é segredo que eu discordo do primeiro-ministro. Acho que devem ser realizadas execuções seletivas em Gaza, eliminando de 30 a 40 pessoas todas as noites. Não apenas quem representa uma ameaça imediata. Há pessoas lá que não merecem viver. Elas não deveriam viver. Nem sequer são pessoas.”
Ben‑Gvir, que faz parte da coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, também defendeu a saída em massa de palestinos de Gaza e a retomada de assentamentos israelenses no território. Ele controla a polícia israelense e o sistema prisional, onde milhares de palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia estão detidos. Suas políticas anteriores, como a redução da alimentação para prisioneiros palestinos, foram questionadas na mais alta corte de Israel em 2025.
As declarações reacenderam críticas internacionais e foram citadas em tribunais da ONU como possível evidência de intenção genocida. Israel nega ter cometido genocídio. O episódio ocorre em meio à campanha para as eleições israelenses marcadas para 27 de outubro e ao impasse sobre um cessar-fogo, com os Estados Unidos propondo um plano de desarmamento gradual do Hamas e retirada das tropas israelenses.
Netanyahu afirma que Israel não deixará nenhuma posição ocupada em Gaza até que o Hamas esteja completamente desarmado, mantendo paralisadas outras etapas de um eventual cessar-fogo, como o envio de forças internacionais e a reconstrução da Faixa de Gaza, amplamente destruída pela guerra.
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