Ricardo Krause é condenado a 24 anos de prisão por assassinato da filha Sophia em São Paulo

A decisão, proferida nesta sexta-feira (14) após o terceiro julgamento do caso, reafirma a condenação por homicídio doloso qualificado. O crime ocorreu em 2015, na Zona Sul de São Paulo.

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O cozinheiro Ricardo Krause Esteves Najjar foi condenado na última sexta-feira, 14 de agosto de 2026, a 24 anos, 10 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato de sua filha, Sophia Kissajikian Cancio Najjar, de apenas 4 anos. A criança foi morta por asfixia em dezembro de 2015, no bairro do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo. A sentença foi proferida pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, após um julgamento que se estendeu por três dias e marcou a terceira vez que o caso foi analisado por um júri popular.

O crime, que chocou a capital paulista, foi registrado em dezembro de 2015, quando Sophia foi encontrada asfixiada com uma sacola plástica na cabeça no apartamento do pai. A defesa de Ricardo Krause alegou, na época, que se tratava de um "acidente doméstico", com a criança brincando com a sacola. No entanto, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), representado pela promotora de Justiça Luciana André Jordão, sustentou a tese de homicídio doloso, baseando-se em laudos periciais que apontavam lesões incompatíveis com a versão de acidente e indicavam ação humana intencional. Ricardo foi preso no velório da filha, em 2015, e chegou a ser solto em dezembro de 2016 por "excesso de prazo" na prisão temporária, por decisão do ministro Marco Aurélio do Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi novamente detido em março de 2017.

A trajetória judicial do caso foi marcada por reviravoltas. Em 2018, Ricardo Krause havia sido condenado a 24 anos e 10 meses de prisão por homicídio doloso duplamente qualificado e fraude processual. Contudo, em setembro de 2020, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) anulou esse julgamento, reconhecendo "contradições nos quesitos dos jurados" e concedendo liberdade provisória ao réu. No segundo julgamento, realizado em 2023, os jurados desclassificaram o crime para homicídio culposo, sem intenção de matar, resultando em uma pena de um ano, seis meses e 20 dias, cuja punibilidade foi extinta por prescrição. O MP-SP recorreu dessa decisão, argumentando que ela contrariava as provas técnicas, especialmente o laudo necroscópico da criança, que detalhava manchas roxas, tímpano rompido e lesão na parte interna da boca.

O recurso do Ministério Público foi aceito pelo TJSP, que determinou a realização de um novo julgamento. A defesa tentou reverter a decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas não obteve sucesso, levando o réu a ser submetido novamente ao Tribunal do Júri. Com a nova condenação, a pena de Ricardo Krause Esteves Najjar foi restabelecida em patamar similar ao da primeira sentença, reafirmando a responsabilidade pelo assassinato da filha. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do condenado até a última atualização.

Marcadores: Ricardo Krause Esteves Najjar, Homicídio, São Paulo, Justiça, Tribunal do Júri

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