UE planeja pacote de sanções mais abrangente contra a Rússia, afirma chefe de diplomacia
Kaja Kallas declarou a jornal alemão que medidas aumentarão em um terço o número de entidades russas sancionadas, visando intensificar a pressão.
A União Europeia planeja uma significativa expansão das sanções contra a Rússia nos próximos meses, conforme anunciado por Kaja Kallas, chefe de política externa do bloco. Em declaração ao jornal alemão "Die Welt", Kallas afirmou que o novo pacote, previsto para o outono no hemisfério norte, será o mais abrangente desde o início do conflito na Ucrânia, visando intensificar a pressão sobre Moscou.
As medidas propostas pela diplomata europeia vêm na esteira de uma série de sanções já impostas pela UE desde o início da guerra na Ucrânia. Em julho deste ano, o bloco aprovou seu pacote mais recente, que incluiu restrições significativas aos setores bancário e de criptomoedas da Rússia, buscando limitar o financiamento da máquina de guerra russa.
Kallas enfatizou o impacto financeiro das sanções já aplicadas, que, segundo ela, privaram a Rússia de mais de 1 trilhão de euros (equivalente a US$ 1,16 trilhão). A diplomata reforçou a determinação do bloco em manter a escalada de restrições:
“As sanções da UE já custaram caro à Rússia, privando a máquina de guerra russa de mais de 1 trilhão de euros (US$ 1,16 trilhão), e para o outono (no hemisfério norte) estou apresentando a lista de sanções mais abrangente desde o início da guerra. Uma vez adotadas, essas medidas aumentarão imediatamente em um terço o número total de entidades russas sancionadas. A pressão deve continuar crescendo até que Moscou ponha fim à guerra.”
Apesar do anúncio da intenção, Kaja Kallas não forneceu detalhes adicionais sobre as entidades específicas que serão alvo das novas sanções ou um cronograma exato para a implementação do pacote. A expectativa é que as negociações e a formalização das medidas ocorram ao longo dos próximos meses, com o objetivo declarado de manter e intensificar a pressão econômica sobre a Rússia para forçar o fim do conflito na Ucrânia.
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