Ações da Charles Schwab caem 6% com receio de disrupção por IA da Meta

Mercado financeiro reage ao lançamento do assistente Muse, da Meta, temendo impactos em serviços de assessoria e corretagem.

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Imagem: Reprodução - SpaceMoney

As ações da Charles Schwab registraram queda de 6% na última terça-feira, acumulando uma desvalorização superior a 8% desde o anúncio do Muse, o novo assistente de inteligência artificial da Meta. O movimento reflete o temor de investidores sobre uma possível disrupção tecnológica no setor financeiro, afetando também outras instituições: a LPL Financial Holdings recuou 7%, a Raymond James Financial caiu 3,5% e a Interactive Brokers teve baixa de 1%. O ETF State Street Financial Select Sector SPDR (XLF) acompanhou a tendência, cedendo 2%.

Para Jimmy Lee, fundador e CEO da The Wealth Consulting Group, a ameaça da Meta não reside na custódia de ativos, mas na intermediação financeira. Segundo o executivo, a disrupção deve atingir diretamente os serviços de faturamento, relatórios e negociação. Embora a Meta declare que o Muse não realiza operações de compra e venda nem oferece aconselhamento financeiro formal, o assistente possui habilidades para monitorar metas de investimento e analisar a composição de carteiras, funções que se aproximam do trabalho de assessores humanos.

“A disrupção deve atingir intermediários financeiros que cobram por faturamento, relatórios e negociação”, afirmou Jimmy Lee, CEO da The Wealth Consulting Group.

No mercado de opções, o volume de negociação da Charles Schwab superou em cinco vezes a média diária, com uma predominância de apostas na queda das ações (puts). Em contrapartida, a corretora Robinhood apresentou um cenário oposto, renovando sua máxima anual com forte volume de compras em opções de alta (calls). Enquanto o setor se ajusta à nova realidade tecnológica, a Schwab Advisor Services informou na última semana que iniciou uma parceria com a Anthropic para integrar o modelo Claude às ferramentas de seus consultores financeiros.

Marcadores: Economia, Charles Schwab, Inteligência Artificial, Meta, Mercado Financeiro

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