Chefe de direitos humanos da ONU alerta para risco existencial da inteligência artificial
Volker Turk defende criação de salvaguardas globais contra ameaças de sistemas autônomos e abusos de poder tecnológico.
O alto comissário de direitos humanos da ONU, Volker Turk, alertou nesta segunda-feira (7) que o avanço da inteligência artificial (IA) representa um risco existencial para a humanidade. Em discurso perante o conselho de 47 membros em Genebra, Turk defendeu a implementação imediata de garantias irrefutáveis para proteger infraestruturas críticas e sistemas democráticos contra falhas e comportamentos perigosos de agentes de IA.
“Compartilho das preocupações dos especialistas do setor de que a IA avançada possa representar um risco existencial para a humanidade. Apelo aqui, hoje, por um esforço total para estabelecer garantias irrefutáveis em torno da segurança e proteção da IA, antes que seja tarde demais.”
Turk destacou que o poder sobre a tecnologia está concentrado nas mãos de poucas empresas, citando implicitamente gigantes como Meta, Anthropic, OpenAI e Google. O comissário também condenou o uso de drones autônomos em conflitos, citando relatos de mortes na Ucrânia, e exigiu a responsabilização por 23 mortes ocorridas sob custódia de autoridades de imigração dos Estados Unidos neste ano.
O escritório de direitos humanos da ONU planeja intensificar o escrutínio sobre interesses econômicos que alimentam conflitos globais, que atualmente somam mais de 60 guerras ativas. Turk afirmou que a organização não hesitará em expor atores ocultos envolvidos em violações, incluindo a publicação de uma lista de empresas que operam em assentamentos na Cisjordânia.
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