Empresas brasileiras avançam no uso de IA, mas falham em escalar projetos e gerar resultados

Pesquisa da Deloitte aponta que, embora 42% das companhias usem IA para mudanças estruturais, apenas 23% conseguem levar pilotos à operação.

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Imagem: Reprodução - InfoMoney

O Brasil apresenta um cenário de avanço na adoção de inteligência artificial, mas enfrenta dificuldades críticas para converter testes em eficiência operacional. Segundo o estudo State of AI in the Enterprise 2026, da Deloitte, 42% das empresas brasileiras utilizam a tecnologia para promover mudanças estruturais, superando a média global de 34%. Contudo, a escala permanece um gargalo: apenas 23% das organizações conseguiram colocar em produção 40% ou mais de seus projetos-piloto.

O descompasso entre a expectativa e o retorno financeiro é evidente. Embora 87% dos executivos acreditem que a IA impulsionará o crescimento da receita nos próximos anos, apenas 22% relatam ganhos concretos atualmente. O problema, segundo especialistas, reside na falta de integração entre a adoção individual da ferramenta e a transformação organizacional, que exige revisão de processos e governança.

“Uma pessoa incorpora um assistente de IA à rotina em poucas horas. Uma empresa precisa integrar dados, revisar processos, estabelecer controles, preparar equipes e definir quem decide, quem verifica e quem responde pelos resultados”, afirma Éric Machado, CEO da Revna Tecnologia.

A complexidade aumenta com a ascensão da IA agêntica, sistemas com maior autonomia para executar fluxos de trabalho. A Deloitte estima que 95% das organizações brasileiras pretendem adotar essa tecnologia nos próximos dois anos, mas apenas 27% possuem modelos de governança maduros para lidar com os riscos associados. A responsabilidade por decisões automatizadas, como em operações financeiras, permanece estritamente humana e empresarial, conforme reforçado por normas como a Resolução CVM 19.

Marcadores: Inteligência Artificial, Deloitte, Tecnologia, Gestão, Inovação

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