Enfermeira é acusada de ajudar imigrante a fugir de custódia do ICE em hospital nos EUA

Chloe Renae Freeman teria facilitado a fuga de um homem detido por agentes federais em Michigan; caso ocorreu em maio e foi revelado pelo FBI.

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Imagem: Charles Reed - U.S. Immigration and Customs Enforcement via AP

A enfermeira Chloe Renae Freeman, de 33 anos, foi formalmente acusada de ajudar deliberadamente um imigrante mexicano a escapar da custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). O incidente ocorreu em 28 de maio, no Trinity Health Ann Arbor Hospital, em Michigan, onde a profissional trabalhava. O homem, que estava sujeito a deportação, havia sido hospitalizado após se ferir durante uma tentativa de fuga anterior dos agentes federais.

De acordo com a denúncia criminal apresentada pelo FBI, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a enfermeira retirou o detido da sala de tomografia e o conduziu para fora da unidade hospitalar pela área de ambulâncias. O imigrante, que não foi localizado desde o ocorrido, deixou o local menos de três minutos após o procedimento médico. Em depoimento prestado em 18 de junho ao agente especial Michael Wagner, a enfermeira admitiu ter facilitado a saída do homem.

“Ela afirmou que sabia que ele era um detido do ICE, mas alegou não acreditar que ele estivesse sob custódia no momento, pois os agentes não estavam fisicamente na sala de exame. Freeman também declarou que discordava da separação de famílias feita pelo órgão federal.”

A instituição Trinity Health confirmou que Chloe Renae Freeman não faz mais parte do quadro de funcionários do hospital. O advogado de defesa, Matthew Borgula, informou que a enfermeira pretende se declarar inocente das acusações. O caso segue sob análise da justiça federal em Detroit, onde a ré deveria comparecer para audiência nesta terça-feira (29).

Marcadores: Mundo, EUA, Imigração, FBI, Justiça

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