Juros do Tesouro Direto sobem pelo terceiro dia consecutivo com pressão externa
Alta dos rendimentos nos EUA, retorno do petróleo ao patamar de US$ 100 e cenário eleitoral brasileiro elevam taxas.
As taxas do Tesouro Direto registraram alta nesta quinta-feira (24), marcando o terceiro dia consecutivo de avanço. O movimento é impulsionado pela disparada dos juros nos Estados Unidos, pela valorização do petróleo, que retornou ao patamar de US$ 100 por barril, e pela repercussão de novas pesquisas eleitorais no Brasil.
Entre os títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 subiu de 14,11% para 14,14%, enquanto o Prefixado 2029 avançou para 13,83%. Nos papéis atrelados à inflação, o movimento foi mais contido, com o IPCA+ 2060 atingindo 7,22%. A pressão externa é reflexo direto dos dados da S&P Global, que indicaram uma atividade econômica no setor privado americano crescendo no ritmo mais acelerado em cinco anos, elevando o rendimento do título de 10 anos dos EUA para acima de 5,12%, o maior nível desde 2007.
No cenário doméstico, o mercado analisa o Relatório de Política Monetária do Banco Central. O documento aponta riscos de o fenômeno El Niño impactar o setor agropecuário em 2027, embora o Itaú BBA destaque que, até o momento, os efeitos do choque do petróleo na economia brasileira apresentam evidências limitadas de contágio direto na inflação das famílias.
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