Promotores reabrem investigação de estupro coletivo na Universidade Cornell
Caso envolve sete membros da fraternidade Chi Phi e novas denúncias de omissão institucional após ação civil apresentada em 2026.
A Promotoria do condado de Tompkins, em Nova York, reabriu nesta segunda-feira (28) a investigação sobre um suposto estupro coletivo ocorrido na Universidade Cornell. O caso envolve sete membros da fraternidade Chi Phi, acusados por uma estudante de tê-la drogado com cetamina e cometido agressão sexual em 2024. A decisão de retomar o processo criminal ocorre após a apresentação de uma ação civil que aponta falhas graves na resposta da instituição ao episódio.
O promotor distrital Matthew Van Houten informou que seu escritório havia optado por não processar o caso em 2024 por entender que o depoimento inicial não estabelecia a falta de consentimento. No entanto, diante das novas alegações contidas na ação civil de 101 páginas, o Ministério Público decidiu avançar com as acusações criminais contra os sete envolvidos.
“Reconheço a realidade de que vítimas de agressões sexuais podem precisar de anos de terapia e recuperação para processar plenamente e compreender o que lhes aconteceu”, declarou Van Houten.
A Universidade Cornell, por meio do vice-presidente de relações universitárias Kyle Kimball, afirmou apoiar a reabertura da investigação. A instituição negou, contudo, as acusações de que teria oferecido aos suspeitos a possibilidade de realizar redações como medida reparatória. O caso, que gerou repercussão pública e críticas de figuras como a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, segue sob análise judicial enquanto a vítima busca indenização por danos psicológicos.
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