Saúde e bem-estar tornam-se pilares centrais do mercado imobiliário de luxo

Relatório da Sotheby's aponta que infraestrutura voltada à longevidade supera metragem como principal critério de valor para compradores.

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Imagem: Reprodução - g1

O mercado imobiliário de alto padrão passa por uma mudança estrutural, onde a saúde e a qualidade de vida substituíram a metragem e o endereço como principais atributos de valor. Segundo o relatório 2026 Mid-Year Luxury Outlook, da Sotheby's International Realty, essa tendência é impulsionada pela economia da longevidade, um setor que movimenta US$ 5,3 trilhões e tem projeção de atingir US$ 8 trilhões até 2030.

A nova demanda dos compradores, que abrange desde a Geração Z até os baby boomers, prioriza bairros caminháveis e infraestrutura interna focada em bem-estar. Em vez de apenas áreas de lazer convencionais, condomínios de luxo agora integram espaços como academias completas, estúdios de yoga, pilates e spas. Para Giulia Barsotti, arquiteta na Dreamis Incorporadora, o projeto arquitetônico deve atuar como um suporte ativo à rotina dos moradores.

“Arquitetura não é apenas forma. É suporte para como as pessoas vivem. Quando projetamos áreas comuns, precisamos pensar em como cada espaço vai influenciar rotina, movimento e bem-estar.”

Exemplo dessa tendência no Brasil é o empreendimento Tauá, lançado em dezembro de 2025 pela Dreamis Incorporadora no bairro Juvevê, em Curitiba. O projeto dedica mais de 3.000m² de áreas comuns a pilares de movimento, contemplação, criação e conexão, consolidando o conceito de que o bem-estar é um ativo que aumenta a valorização e a retenção de moradores no mercado imobiliário.

Marcadores: Mercado Imobiliário, Luxo, Bem-estar, Economia da Longevidade, Sotheby's

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