Ações judiciais contra operadoras de saúde caem 37% em agosto, aponta Bradesco BBI
Dados do CNJ indicam recuo na litigância do setor, sinalizando cenário mais favorável para Hapvida, SulAmérica e BradSaúde.
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) referentes ao mês de agosto revelam uma queda expressiva de 37% no número de novas ações judiciais no sistema de saúde privado, na comparação com o mesmo período de 2025. O movimento de recuo na litigância já havia sido sinalizado em julho, quando os registros apresentaram uma redução de 6%.
Para analistas do Bradesco BBI, a tendência é positiva para operadoras e pagadoras de saúde, como Hapvida (HAPV3), SulAmérica (RDOR3) e BradSaúde (SAUD3). Entre julho e agosto deste ano, o volume de novas demandas judiciais em primeira instância e juizados especiais cíveis recuou 34%.
“Mesmo que os números de agosto sejam revisados para cima em 45%, o volume de novas ações judiciais ainda estaria 8% abaixo do registrado no mesmo período em 2025.”
O banco atribui parte dessa melhora aos esforços recentes da Hapvida em adotar uma postura mais conciliatória na resolução de disputas, reduzindo o atrito com os beneficiários. A expectativa do mercado é que a tendência de queda observada desde julho se consolide como um alívio operacional para o setor nos próximos balanços.
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