Cidasc amplia vigilância sanitária após detecção de vírus da doença de Newcastle em Santa Catarina
Estado monitora 1,6 mil propriedades no Oeste catarinense após caso em granja de perus; Chile, China e México impõem restrições.
A Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) iniciou uma operação de vigilância intensificada após a identificação do vírus da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus localizada em Nova Itaberaba, no Oeste catarinense. O plano de ação prevê a vistoria de cerca de 1,6 mil propriedades situadas em um raio de 10 quilômetros da unidade afetada, com a possibilidade de coleta de sangue em mais de 130 imóveis para exames laboratoriais.
Embora o microrganismo tenha sido detectado nos animais, a Cidasc informou que as aves não apresentaram sinais clínicos da enfermidade. A granja segue interditada, com acesso restrito a equipes da própria companhia e do Ministério da Agricultura e Pecuária. O protocolo sanitário estabelecido inclui o abate sanitário do plantel, a desinfecção completa da área e a destinação adequada de todos os materiais e equipamentos que tiveram contato com as aves.
A detecção gerou restrições comerciais imediatas: o Chile suspendeu importações do estado, a China barrou 14 frigoríficos catarinenses e o México interrompeu as compras de todo o Brasil. A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) declarou que ainda não é possível mensurar o impacto econômico das medidas. A Cidasc reforça que a carne e os ovos com selos de inspeção oficial (SIM, SIE ou SIF) permanecem seguros para consumo, uma vez que a doença não é transmitida pela ingestão de alimentos.
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