Eduardo Bolsonaro defende afastamento de Alexandre de Moraes em caso de vitória de Flávio
Ex-deputado afirma que saída do ministro do STF seria prioridade em eventual gestão do irmão nas eleições de 25 de outubro.
A três semanas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 25 de outubro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) declarou que a retirada do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) seria o primeiro movimento de uma eventual gestão de seu irmão, o candidato Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada nesta quarta-feira (14), em Washington, nos Estados Unidos, durante evento da Latino Wall Street Foundation.
Em entrevista ao portal UOL, Eduardo classificou o magistrado como um obstáculo à governabilidade e afirmou que a questão é tratada como pessoal. Atualmente, Flávio Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto. O cenário político no Senado, contudo, enfrenta impasses jurídicos, uma vez que o rito de processos de impeachment está sob disputa desde dezembro de 2025, após decisão do ministro Gilmar Mendes que suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950.
“Não enxergo o meu irmão conseguindo administrar o país com Moraes na Suprema Corte.”
A Constituição Federal estabelece que a destituição de um ministro do STF exige a aprovação de dois terços dos senadores (54 votos) em um processo de impeachment por crime de responsabilidade. Embora um projeto de nova lei sobre o tema tramite na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desde 2023, a efetivação do afastamento depende do rito parlamentar. Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA desde fevereiro de 2025, foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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