França: primeiro-ministro pede toque de recolher a prefeitos após onda de protestos violentos

Governo busca conter distúrbios que deixaram um morto, centenas de feridos e milhares de detidos em todo o país.

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Imagem: Abdul Saboor - Reuters

O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta segunda-feira (19) que solicitou aos prefeitos das cidades afetadas por manifestações que decretem toques de recolher parciais. A medida, que visa conter a escalada de violência, deve entrar em vigor já na noite de hoje. O governo francês realizou uma reunião de emergência para definir estratégias de controle da ordem pública diante da crescente instabilidade.

A onda de distúrbios, que se intensificou nos últimos dias, teve origem em protestos estudantis contra o alto custo de vida e o preço dos combustíveis. A situação atingiu um ponto crítico no último fim de semana, com a madrugada de domingo (18) sendo classificada como uma das mais violentas dos últimos anos. Segundo o Ministério do Interior, mais de 500 mil pessoas participaram dos atos, resultando em um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 1.800 detidos. No sábado, o número de prisões já havia alcançado 2.400 pessoas.

“Pedi aos prefeitos que decretassem vários toques de recolher nesta noite, toques de recolher parciais”, declarou o primeiro-ministro Sébastien Lecornu.

Além dos confrontos, os atos têm resultado em saques a pequenos comércios e incêndios a prédios. Em Paris, o Museu do Louvre amanheceu fechado nesta segunda-feira após manifestantes bloquearem o acesso ao local em apoio ao movimento estudantil e em protesto contra a atuação policial. O governo ainda não especificou quais cidades serão alvo das restrições de circulação, mantendo o foco na contenção dos distúrbios que unem estudantes e cidadãos insatisfeitos com a economia nacional.

Marcadores: Mundo, França, Protestos, Sébastien Lecornu, Europa

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