Justiça de SP aprova recuperação judicial do Grupo Casas Bahia

Decisão mantém suspensão de execuções contra a varejista, que declarou dívidas de R$ 17,3 bilhões em agosto.

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Imagem: Reprodução - InfoMoney

A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo aprovou o pedido de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia (BHIA3) e de outras nove empresas do conglomerado. O deferimento mantém a suspensão das execuções contra a companhia por um período de 180 dias, contados a partir de 19 de agosto, data em que a tutela cautelar foi concedida inicialmente.

Ao solicitar a medida em 16 de agosto, a varejista reportou uma dívida total de R$ 17,3 bilhões, sendo R$ 16,4 bilhões classificados como quirografários, ou seja, sem garantia real. A empresa justificou a crise financeira citando a alta dos juros, a queda no poder de compra dos consumidores e o aumento da inadimplência. Laudos periciais recentes confirmaram que, apesar da pressão sobre o caixa e a redução de 4.647 funcionários, as operações em lojas físicas, centros de distribuição e canais digitais permanecem ativas.

Embora tenha aprovado o processamento, a Justiça estabeleceu um prazo de 30 dias para que a empresa apresente documentos pendentes, como demonstrações de fluxo de caixa de 2023 e projeções financeiras individualizadas. A decisão judicial destacou que as falhas documentais não são graves o suficiente para impedir o processo, podendo ser sanadas durante o trâmite. O plano de recuperação, contudo, ainda depende de aprovação formal por parte dos credores.

Marcadores: Justiça, Casas Bahia, BHIA3, Recuperação Judicial, Varejo

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