Operação da PF prende vigilante e desarticula grupo que usava caminhões de minério para tráfico

Esquema criminoso transportava drogas da Bolívia para o Brasil com auxílio de funcionários de mineradoras em Corumbá (MS).

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Imagem: Fabiano do Valle - TV Morena

A Operação Capolinea, deflagrada nesta quinta-feira (15), desarticulou uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas que utilizava caminhões de transporte de minério de ferro para movimentar entorpecentes da Bolívia para o Brasil. Entre os alvos da ação estão Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do PCC, e um vigilante da Delegacia da Polícia Federal em Corumbá (MS), enteado de um dos líderes do grupo, suspeito de vazar informações sigilosas da unidade policial.

As investigações revelaram que o grupo aliciava funcionários de mineradoras, como supervisores e operadores de balança, para que os veículos fossem carregados sem passar por fiscalização. O pagamento era realizado via Pix. Além do minério, os criminosos ocultavam drogas em pneus, tanques de combustível e cargas de grãos para despistar a fiscalização. A Justiça autorizou o cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária e 20 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 24 milhões em bens.

O vigilante da PF é investigado por repassar rotinas da delegacia e fotos de apreensões aos criminosos, além de atuar no transporte de entorpecentes. O grupo é suspeito de negociar cerca de 24 toneladas de drogas no período analisado. A Justiça Federal também incluiu três investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol. O nome da operação, "Capolinea" (fim da linha, em italiano), faz referência ao encerramento das atividades do principal investigado e da rota logística utilizada pelo bando para abastecer os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

Marcadores: Carros, Polícia, Tráfico de Drogas, Polícia Federal, Corumbá, PCC

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