Petróleo Brent recua 1,1% após Trump suspender sanções contra a Rússia

Decisão visa conter alta dos combustíveis nos EUA antes das eleições; mercado monitora oferta russa e tensões no Oriente Médio.

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Imagem: Reprodução - SpaceMoney

Os contratos futuros do petróleo Brent operavam em queda de 1,1% nesta segunda-feira (19), cotados a US$ 108,60 por barril, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a suspensão de sanções contra a Rússia e a retirada de tarifas para países importadores de petróleo russo. O movimento, formalizado por uma ordem executiva assinada na última sexta-feira, busca aliviar a pressão sobre os preços dos combustíveis no mercado americano às vésperas das eleições de meio de mandato.

A expectativa de maior oferta russa no mercado internacional pressiona as cotações, embora as perdas sejam limitadas por preocupações persistentes com o abastecimento global. Analistas apontam que ataques a navios-tanque no Estreito de Ormuz e os elevados custos de frete mantêm o cenário de volatilidade. O WTI também registrou recuo, operando a US$ 101,34. A medida de Trump, contudo, enfrenta resistência política interna e críticas de autoridades europeias, além de ter sido classificada como "equivocada" pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“A flexibilização das restrições ocorre em meio à pressão sobre o governo Trump diante do encarecimento dos combustíveis nos Estados Unidos, às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato.”

Enquanto o mercado de energia reage à geopolítica, os investidores globais mantêm cautela com a temporada de balanços corporativos. Em Nova York, os índices futuros avançam com o radar voltado para resultados de gigantes de tecnologia, como SpaceX e Meta Platforms. Paralelamente, dados oficiais indicaram que a economia da China cresceu 4,5% no terceiro trimestre, superando a marca de 4,3% do período anterior, impulsionada pela demanda externa por tecnologia, apesar da crise no setor imobiliário local.

Marcadores: Mundo, Petróleo, Donald Trump, Rússia, Economia

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