EUA e Venezuela Restabelecem Voos Comerciais Após Sete Anos de Interrupção

A retomada dos voos comerciais entre os EUA e a Venezuela marca uma nova etapa na reaproximação entre os dois países e na retomada gradual das relações diplomáticas, interrompidas em 2019

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Revista Oeste
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, em 30 de abril de 2026, a retomada dos voos comerciais entre o país norte-americano e a Venezuela. A primeira viagem direta entre Miami e Caracas decolou pela manhã, após sete anos de interrupção. Esta operação marca uma nova etapa na reaproximação entre os dois países e na retomada gradual das relações diplomáticas, interrompidas em 2019.

A American Airlines se tornou a primeira empresa dos EUA autorizada a retomar o serviço. O voo inaugural foi realizado com uma aeronave Embraer E175, operada pela subsidiária regional Envoy Air, conforme o planejamento da companhia. O Departamento de Estado dos EUA divulgou imagens da decolagem em suas redes sociais e destacou o início de uma nova fase na ligação aérea entre os países.

Segundo a companhia, a expectativa inicial é de um voo diário de ida e volta entre Miami e Caracas, com possibilidade de ampliação da oferta conforme a demanda e as condições operacionais. A empresa já havia indicado que a retomada dependia de autorizações regulatórias e ajustes de segurança.

A reaproximação entre EUA e Venezuela começou a se desenhar no início de 2026, quando os EUA capturaram o então ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, em uma operação militar. Desde então, o país sul-americano passou a ser administrado pela vice-presidente Delcy Rodríguez, que tem buscado manter a conciliação com os norte-americanos.

Os EUA flexibilizaram parte das sanções econômicas impostas à Venezuela, enquanto o governo venezuelano adotou medidas para atrair investimentos estrangeiros, especialmente nos setores de petróleo e mineração. O Departamento de Estado dos EUA mantém a Venezuela no nível 3 de alerta de viagem, em uma escala que vai até quatro. O órgão recomenda que cidadãos norte-americanos reconsiderem deslocamentos ao país diante de riscos de criminalidade, sequestros e limitações na infraestrutura de saúde.
Marcadores: Mundo, Política, Economia, Aviação, Relações Internacionais

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