Governo Lula Discute Reação à Derrota de Messias no Senado

A rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) desencadeou uma discussão no governo sobre como reagir às recentes derrotas no Senado

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está discutindo formas de reagir às recentes derrotas no Senado, principalmente diante da rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A derrota de Messias ocorreu por 42 votos a 34 no plenário do Senado, e o governo entende que o Senado enviou um recado político a Lula. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, admitiu a necessidade de o Planalto aceitar o resultado, mas afirmou que os senadores contrários à indicação de Messias “devem explicações”.

Já o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, reconheceu o recado político da derrota, mas tentou minimizá-la. Disse tratar-se de um episódio pontual e lembrou que o governo acumula outras vitórias. Logo depois do resultado, Lula reuniu Messias, Guimarães, José Mucio e Wagner no Palácio do Planalto para discutir possíveis respostas.

Entre as hipóteses, está a demissão de indicados ligados ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, que ocupam cargos no governo. No entanto, Lula optou pela cautela diante do risco de ampliar a crise. Interlocutores do presidente disseram que Lula deve fazer uma nova indicação ao STF antes das eleições, mas destacam que o petista descarta o nome do senador Rodrigo Pacheco, escolha de Alcolumbre.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que o caso do Banco Master e seus desdobramentos no Parlamento não influenciaram o resultado da sabatina. Ele atribuiu a derrota a fatores políticos e ao ambiente desfavorável no Senado. Disse que, “depois de dois governos fracos, o de Michel Temer e o de Jair Bolsonaro, o Parlamento ganhou força”.

A principal suspeita de infidelidade, segundo petistas, recai sobre o MDB, partido que ocupa ministérios e cargos estratégicos no governo. A rejeição de Messias pode ter sido influenciada pelo escândalo que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas o governo ainda não confirmou essa informação.
Marcadores: Política, Justiça, Governo

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