Economia da Argentina cresce, mas enfrenta aumento da pobreza e do desemprego em 2026
Dados do Indec mostram recuperação desigual com queda na inflação, mas retração no consumo e na indústria local.
A economia da Argentina apresenta um cenário de contrastes no primeiro semestre de 2026. Embora o Produto Interno Bruto (PIB) tenha registrado crescimento de 2,3% no primeiro trimestre e 2% no segundo, na comparação anual, os indicadores revelam uma perda de ritmo. Entre abril e junho, o PIB recuou 0,6% em relação aos três primeiros meses do ano, pressionado por quedas no consumo privado (-2,4%), consumo público (-2,3%) e investimentos (-0,8%).
O governo de Javier Milei destaca a desaceleração da inflação, que atingiu 1,7% em agosto de 2026, o menor patamar desde junho de 2025. Contudo, a estabilização de preços ocorre em paralelo ao agravamento de indicadores sociais. A pobreza subiu de 28,2% no segundo semestre de 2025 para 32,3% no primeiro semestre de 2026, atingindo 9,7 milhões de pessoas. A extrema pobreza também avançou, passando de 6,3% para 7,5% da população.
“A taxa de desemprego chegou a 7,9% no segundo trimestre de 2026, ante 7,6% no mesmo período de 2025, refletindo as dificuldades de transformar a austeridade fiscal em melhora nas condições de vida.”
O mercado de trabalho enfrenta pressão adicional com a informalidade atingindo quase metade da população economicamente ativa. Além disso, o número de empregadores com funcionários registrados caiu 6,3% entre novembro de 2023 e julho de 2026, totalizando 480.067 registros. Setores voltados à exportação, como mineração e pesca, lideram a expansão, enquanto a indústria manufatureira e o varejo sofrem com o consumo enfraquecido e o aumento das importações, que cresceram 34,7% no primeiro semestre de 2026 em comparação a 2023.
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