EUA planejam transmitir ao vivo execução de ex-militar por fuzilamento em dezembro

Donald Trump autorizou a pena de morte para Nidal Hasan, condenado pelo massacre em Fort Hood; ONU critica a exposição pública da execução.

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Imagem: Reprodução - g1 > Mundo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a execução do ex-militar Nidal Hasan, marcada para o dia 3 de dezembro. Hasan foi condenado à morte pelo atentado na base militar de Fort Hood, no Texas, que resultou na morte de 13 pessoas e deixou dezenas de feridos. O método escolhido para a aplicação da pena será o pelotão de fuzilamento, procedimento que será transmitido ao vivo, conforme anunciado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Em evento na Casa Branca, Trump classificou o condenado como um "maníaco" e defendeu a medida como uma resposta necessária aos crimes cometidos. A execução, que exige autorização pessoal do presidente para militares, marca um precedente histórico: será a primeira execução pública nos Estados Unidos em 90 anos. O último caso de fuzilamento militar no país ocorreu em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

“Como o Alto Comissariado ressaltou em reação às execuções públicas no Afeganistão e no Irã, as execuções públicas constituem uma forma de tratamento ou pena cruel, desumano e degradante”, afirmou o escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

A decisão de transmitir o ato gerou críticas internacionais, com a ONU classificando a exposição como uma forma de "tortura". Até o momento, o governo norte-americano não detalhou se a transmissão será feita via internet ou televisão, nem se haverá presença de público no local. O secretário Pete Hegseth reforçou que a medida visa demonstrar que crimes dessa natureza possuem consequências graves no sistema jurídico dos EUA.

Marcadores: Mundo, Estados Unidos, Donald Trump, Pena de Morte, Nidal Hasan

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