EUA terão execução pública por fuzilamento em dezembro, anuncia secretário de Defesa
Pena de morte do autor do massacre de Fort Hood foi autorizada por Donald Trump e será a primeira execução pública no país em 90 anos.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta quinta-feira (8) que a execução de Nidal Hasan, marcada para o dia 3 de dezembro, será aberta ao público e executada por um pelotão de fuzilamento. Hasan foi condenado à morte após assassinar 13 pessoas e ferir dezenas em um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, ocorrido em 2009. A autorização oficial para a aplicação da pena capital foi concedida pelo presidente Donald Trump e confirmada nesta semana pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.
Em entrevista à emissora Real America's Voice, Hegseth declarou que o Exército norte-americano garantirá o acesso da população ao procedimento para demonstrar que atos criminosos dessa magnitude têm punições severas no país. O Pentágono ainda avalia os detalhes operacionais sobre a presença física de espectadores no local ou se a transmissão será realizada por meio da televisão e da internet. Ao ser questionado se o condenado havia feito algum pedido final ou solicitado contato direto com o governo federal, o secretário foi enfático.
“Não me importa. Vamos vê-lo em 3 de dezembro.”
O cumprimento da sentença marcará o primeiro fuzilamento pelas Forças Armadas dos Estados Unidos desde 1945, quando o soldado Eddie Slovik foi executado por deserção durante a Segunda Guerra Mundial. No âmbito geral da Justiça militar norte-americana, a última execução registrada ocorreu em 1961, com o enforcamento de John A. Bennett no Kansas. Além disso, a aplicação da pena de Hasan se tornará a primeira execução pública realizada nos Estados Unidos desde 1936, quando Rainey Bethea foi enforcado perante uma multidão no estado de Kentucky.
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