Midterms 2026 nos EUA: Congresso em jogo e possíveis limites à agenda de Donald Trump

Eleição em 3 de novembro pode mudar o controle da Câmara e do Senado, afetando impostos, comércio e a atuação de Trump

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Midterms dos Estados Unidos ocorrerão em 3 de novembro de 2026, renovando todos os 435 assentos da Câmara e 35 do Senado (33 regulares + 2 extraordinários em Ohio e Flórida). Não há disputa presidencial, mas o pleito impacta impostos, gastos federais e comércio, já que o Congresso tem competência nessas áreas. Atualmente, os republicanos controlam ambas as casas: na Câmara 218 republicanos, 214 democratas, 1 independente alinhado aos republicanos e 2 cadeiras vagas; no Senado 53 republicanos, 45 democratas e 2 independentes que se juntam aos democratas.

O sistema eleitoral é descentralizado e o voto não é obrigatório, permitindo resultados provisórios na noite da eleição. Além dos 435 deputados, serão eleitos 36 governadores estaduais e representantes de três territórios. Na esfera econômica, o USTR estima que o comércio bilateral Brasil‑EUA alcance US$ 135,7 bilhões em 2025. Pesquisa do Pew Research Center (8 out/2025) mostrou que 84 % dos eleitores registrados consideram a economia muito importante (82 % entre republicanos e 88 % entre democratas).

Se os democratas conquistarem a Câmara, poderão controlar comissões, ampliar audiências e solicitar documentos. No Senado, precisariam de quatro cadeiras a mais para alcançar a maioria de 51; um empate de 50‑50 seria desempatado pelo vice‑presidente JD Vance, que vota a favor dos republicanos. Com a maioria, o Senado poderia bloquear indicações à Suprema Corte, ao Judiciário federal e a embaixadas. A Câmara ainda poderia abrir processo de impeachment contra Trump com maioria simples, enquanto o Senado exigiria 67 votos para condenar.

“Pesquisa Reuters/Ipsos (26 out/2026) indica 47 % de apoio aos democratas e 36 % aos republicanos para o Congresso; aprovação de Donald Trump está em 32 % entre adultos.”

Historicamente, o partido do presidente perdeu cadeiras na Câmara em 18 de 20 midterms desde 1946; em 2018 os republicanos recuaram 41 assentos. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA decidiu que uma lei de emergências econômicas não autorizava certas tarifas propostas por Trump, embora outras vias legais permanecessem abertas. O resultado das midterms de 2026, portanto, será decisivo para definir os limites à agenda de Donald Trump e o rumo da política econômica americana.

Marcadores: Mundo, Donald Trump, Eleições EUA, Congresso, Midterms 2026

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